segunda-feira, 26 de novembro de 2012

O mestre Jonas e a Baleia


Se o rock mundial tem o Muro do Pink Floyd, podemos dizer que o rock brasileiro tem a Baleia de Jonas. Para quem ainda não entendeu, calma. Estamos aqui falando da música do Zé Rodrix, Mestre Jonas.

A história do muro erguido pelo Pink Floyd já foi bastante comentada aqui no Rock'N'Prosa, e uma história semelhante aparece quando escutamos Mestre Jonas. Meu contato com essa música foi na coletânea do Sá, Rodrix e Guarabyra, Rock Rural (2010), trazendo músicas das carreiras da dupla e do Zé Rodrix.

O muro ao qual Roger Waters se prendeu é resumido na Baleia de Jonas. Eu gosto muito dos contos bíblicos, acho que ainda tenho o VHS com a história de Jonas e a Baleia. Resumindo, Jonas recebe uma ordem de Deus para profetizar em uma cidade, mas decide fugir em um barco. Uma tempestade atinge o barco e só cessa depois que Jonas pede para que seja atirado ao mar. No mar, ele é engolido por uma baleia, onde passa 3 dias, de onde só saiu depois de pedir perdão à Deus.

Bem, no rock'n'roll, Jonas decidiu não sair da Baleia para fugir da loucura do mundo. Para ele a Baleia era um lugar seguro, onde nunca iriam "incomodar sua paz". É algo que nos faz pensar. É melhor enfrentarmos o mundo de frente? Ou morar dentro da nossa Baleia?
Sá, Rodrix e Guarabyra.
Eu costumo achar que é melhor enfrentar a loucura do mundo, mas sem se tornar um louco. Não adianta morar dentro da Baleia e deixar o mundo como está. Você querendo ou não, ele continuará louco. O que precisamos fazer é aprender a viver nele, mas volto a dizer, sem se tornar um louco.

Não sei se é muito "Pink Floyd" fazer essa analogia da Baleia com o Muro. Esses conceitos estão próximos. A ideia do isolamento proporcionado por esse elemento material é evidente, e a ideia de reingresso no mundo é representado quando Jonas deixa a Baleia, ou quando o Muro de Pink é quebrado.

Zé Rodrix ou Roger Waters, todos tiveram a mesma ideia de contar a sua história. A lição quem deve tirar é você.

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